terça-feira, 15 de outubro de 2013

Delírios


Delírios.
Delírios de um tempo perdido em vastidões de negativas....
Descompasso nos dias que jamais serão os mesmos.
Possibilidades mortas em terreno neutro.
Solidão.
Amigos jogando em times opostos, onde as artimanhas são vagas.
E as possibilidades, inatas.
Acreditar, não crer, viver e deixar de ser...
Ocultar o nada para descobrir o tudo.
Sou eu, é você, fomos o que nunca mais será.
Somos o nada daquilo que pensamos ter.
Temos o tempo apenas para, tentar, consertar o que nossa mão estragou.
E tudo agora é passado.
E o nada é a resposta que se vê no rosto daquele que ficou chorando no escuro.
E as paredes são úmidas, porque sedento é o rosto de lagrimas que aliviam o peito.
E o nó se fez.
E é triste, porque desatar é o erro.
Mas quando o erro significa viver, como é que fica?
E eu, e você?
O que será de nós, existe nos?
Porque o amanhã está aí, ele bate na porta, só faltam algumas horas.
Tentar???
Desculpe, eu não quero.
Esquecer???
Ironia…. não posso.
E no meio da minha negativa, tento não acelerar, ou será acalentar? o coração.
E no meio das rogativas disfarço o sorriso encabulado que teima em sair, meio assim assim, do lado esquerdo da minha boca triste.
E no meio, com as incertezas, chega imperador, a cruel afirmação do meu amor!
Insano.
Despudorado.
Vivo.
Transbordando.
Cheio de arte e de gozo.

Texto escrito em homenagem a uma moça que trocou o grande amor por um erro. Pois é moça, existem erros que marcam para sempre.

Karla Rensch.

{"...Gostaria de poder te abraçar, de te dar um abraço tão forte, mas tão forte, que até para Deus seria impossível nos separar…"
Desconheço a autoria dessa citação. }

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